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CONTO EROTICO: NA NOITE DO ANO NOVO

Na passagem de ano estávamos na praia, aqui no sul. Tinhamos organizado assistir aos fogos na beira do mar, em uma festa popular. Só que o tempo (o mau tempo) acabou estragando o show. A chuva chegou implacável, fazendo com que todos corressem em busca de um refúgio coberto. O nosso carro estava longe, e ficamos sob a marquise de um prédio, juntamente com outras pessoas. Confesso que não tinha notado nada de diferente, até que Nina apertou minha mão chamando a minha atenção discretamente. Eu sabia que este sinal significava algo, era como um código usado por nós sempre que, em público, queríamos mostrar algo para o outro sem precisar falar. Quando olhei para o lado, vi que ela se deixava encostar a bunda em um homem, que procurava disfarçar olhando a esmo. Ele sabia que estavamos juntos, Eramos um casal. Mas ele aproveitava a mulher que roçava com discrição o corpo no dele. Estavamos todos muito próximos, molhados e tentando nos proteger da chuva fina que caia. Até que ela soltou minha mão e se ajeitou exatamente defronte ele. Logo, umas pessoas saíram correndo na chuva, dando espaço para irmos mais para trás, quase colados na parede do edifício, ao lado da porta de entrada, que estava fechada. Todos meio apertados naquele pequeno refúgio coberto. Nesta sutil mudança de posições, com a saída de algumas pessoas, Nina dá um passo para trás e me puxa delicadamente para a sua frente, encostando seus seios nas minhas costas. Noto que ela se movimenta de forma discreta e leve e só então me dou conta que Nina está literalmente se esfregando no homem. Quando ela encosta seu rosto na minha orelha, sinto sua respiração um pouco ofegante. Ela me dá um beijo no pescoço e com um braço, envolve meu tórax num abraço. A pele molhada me causa um arrepio e olho para ela virando a cabeça, enxergando um sorriso safado nos seus lábios. Então, no ápice da ousadia, ela pega a minha mão e a puxando para trás em direção de seu ventre, me faz tocar na mão do homem, que nesta hora espalma seu púbis, quase levantando a barra do vestido, como que a abraçando sensualmente por trás. Ele nem se abala ao sentir o toque, como se estivesse ciente de que eu nada faria para impedir aquela ousadia. Ela empurra seus quadris para trás, forçando ainda mais o contato com aquele homem. Tudo acontecendo em silêncio absoluto. Ela se oferecia descaradamente diante de mim e na frente de várias pessoas, como se ninguém pudesse ver a safadeza dela. Apenas se escutam comentários das pessoas à nossa volta, mas ninguém nota o que rola entre ela e o desconhecido. Pelo menos é a impressão que tenho, um pouco mais tranquilo.
A chuva diminui e o grupo que estava sob a marquise sai caminhando. Ficamos só os três. Tento me virar mas Nina segue abraçada a mim, pelas costas, e com o braço não permite que eu me mova. Apenas sussurra ao meu ouvido: "fica quietinho, parado assim...." E sinto que seu corpo se move lentamente, grudada naquele homem. Agora há mais espaço, mas seguimos os três na mesma posição: eu na sua frente e ela grudada no homem atrás dela. Não se vê mais pessoas na rua. Daí, Nina sorrindo fala que o ano novo chegou e temos que festejar. Ato contínuo, se vira para o homem e diz: "Feliz ano novo". E, sem nenhum pudor, beija seus lábios. Ele, entre espantado e surpreso, retribui a felicitação e comenta: "pensei que esta chuva fosse estragar tudo, mas confesso que estou começando bem o ano". Aí, Nina diz, num tom provocante: "bendita chuva, não? Ah, este é o meu maridinho" e me dá um beijo na boca. Em seguida, continua: "tenho um pouco de frio. Estou encharcada. Amor, vai até o carro pegar minha jaqueta de jeans?". Como ainda chove, mesmo que de modo fraco, corro até lá para buscar. E saio dizendo: "me espere aqui, querida...já volto".
Em menos de um minuto volto com a jaqueta e encontro Nina envolta pelos braços do desconhecido. Ela pega a roupa, coloca sobre suas costas e fala: "obrigado meu amorzinho. Ele (se referindo ao homem) ficou aqui me esquentando", e volta a se encostar nele. Só então consigo prestar atenção nele. É alto, aparenta ter uns 38 anos, cabelos curtos, braços malhados (a camiseta está grudada ao seu corpo, toda molhada), um tipo simples, cara boa, e um sorriso safado. E ela segue: "se ficarmos aqui vamos pegar uma bela gripe. Acho melhor trocarmos de roupa." E virando-se para o homem, pergunta: "vc está de carro? Vem com a gente?" Ele responde, sorrindo: "eu moro aqui mesmo, neste prédio. Sou o zelador. Só não entrei antes por sua causa..." E passa a mão nos cabelos molhados da minha mulher. "Querem entrar e se secar?" convida. Olho para Nina que me diz: "este convite caiu do céu. Quem sabe tu busca o carro e estaciona aqui defronte?". Eu saio novamente correndo, pego o carro e paro diante da porta do edifício, que está entreaberta. Entro e encontro os dois no hall me esperando, aos beijos, ele já com as mãos segurando a bunda dela, sob o tecido molhado do vestido. Ele logo a puxa pela mão para a porta do seu apto, que ficava ao lado da entrada. Abre, acende uma luz, fecha a porta e fala para ela, como se eu não existisse naquele cenário: "bem vinda, gata. Sinta-se em casa". Em seguida, me alcança uma toalha e diz: "pode deixar sua roupa molhada alí", apontando para uma cadeira. Entram numa peça me deixando sozinho na pequena sala. Ouço o barulho de um chuveiro sendo ligado e escuto ele falar: "vem, gata, água quentinha para acabar com o teu frio". O silêncio só é quebrado pelo barulho da água caindo no chão. Nenhuma voz, nenhum outro ruído. Nada. E eu ali, naquela sala, me sentindo abandonado pela minha mulher, mas ao mesmo tempo completamente excitado imaginando o que estaria rolando no banheiro. Me dei conta que Nina finalmente estava colocando em prática uma promessa de me cornear "de verdade" quando encontrasse um cara que lhe desse tesão em uma situação ideal. Parece que aquela estava sendo a hora.
O chuveiro é desligado, ouço risadas e Nina chega na porta do quarto completamente nua e me diz, atirando um beijinho: "corninho adorado, espera tua mulherzinha sentadinho aí, bem quietinho, tá?" E apenas encosta a porta na certeza de que obedeceria sua ordem. Sentei, meio desnorteado, apesar de esperar por um momento destes há muito. Fazia tempo que eu pedia, quando estávamos trepando, no auge do tesão, para que ela literalmente "me aprontasse, me corneasse "de verdade", como dizíamos.
Excitado, de pau estourando de tão duro, aguço o meu sentido auditivo para tentar descobrir o acontece atrás daquela porta entreaberta. Eu, obedientemente sentado num velho sofá de courvin, enrolado na toalha, sem as roupas molhadas que descansam no espaldar da cadeira, escuto então um suspiro, seguido de um gemido longo e profundo dela. O sons começam a aumentar e percebo claramente que Nina está sendo possuída pelo zelador. Os gemidos aumentam de tom e frequencia. Agora são repetidos e constantes. Não sei quanto tempo durou, mas aquele estímulo auditivo me levou a um orgasmo que jorrou apenas aos toques no meu pau. Passado o furor do meu gozo, vejo que a foda no quarto ao lado segue em ritmo forte. Agora posso ouvir também murmúrios do homem, misturados aos gemidos e palavras abafadas da minha mulher. A cama range, faz barulho, demonstrando que os movimentos são pesados. Quando escuto ela pedir "forte..... mais..... assim..... assim.... faz...." não resisto e na ponta dos pés, já novamente excitado, caminho até a porta no afã de tentar enxergar alguma coisa. O quarto está totalmente escuro, mas aos poucos consigo ver o vulto dela de quatro, na beira da cama (sua posição preferida no auge do tesão), sendo estocada por ele, em pé. O barulho do choque do púbis dele nas nádegas dela ecoam no ar. E ela geme alto, arfando e pedindo mais.
Com medo de ser visto desobedecendo a ela, retorno para o sofá e fico imaginando o cenário no quarto. Nina geme mais alto, anunciando um gozo, mas o homem não diminui seu ritmo de bombadas. Escuto, para meu deleite completo, ela pedir em voz mais alta e clara: "mete tudo, soca fundo......vou gozar outra vez,.....me faz gozar mais.......vem comigo, vem.....mete forte". E os gemidos e sussuros se misturam num canto de prazer. Eu, no sofá, gozo novamente, me masturbando violentamente, caindo ofegante para o lado.
Eis que a vejo, com os cabelos totalmente em desalinho, nua, e ostentando um sorriso vadio no rosto lindo, em pé, junto à porta, para dizer, com uma voz maliciosa: "amor, tá só começando o ano....fica aí que eu ainda quero mais". E volta a deixar a porta encostada desaparecendo na escuridão do quarto. Nervoso e preocupado, gostaria de entrar, pegá-la pela mão e sair correndo dalí. Mas, ao mesmo tempo, sabia que estava colhendo o que plantei e devia respeitar os desejos da minha amada.
Em segundos, os ruídos recomeçaram. Eram gemidos e o ranger da cama, em nova sessão de sexo quase selvagem. Nina abusava do meu sentimento, se deliciando nas mãos daquele desconhecido. Um tipo rude, daqueles que normalmente a atraiam e excitavam.
Outra vez, me vi excitado. Porém, agora, um sentimento de ciúmes alimentava o meu tesão, me deixando ainda com o coração mais acelerado. Os gemidos dela anunciavam que a cópula estava chegando ao auge, outra vez. O que eu não imaginava era que (depois pude ver) o zelador invadia seu cuzinho a fazendo delirar. Depois de um tempo, e de um silêncio apenas entrecortado por risinhos e sussurros, ela surge, bela, na porta do quarto, com o vestidinho curto que usava, ainda umido, a vestindo a jaqueta de jeans, sandálias nas mãos, me pedindo para ir embora. Atrás dela vem o zelador, sem roupas, despudoradamente com o pau a meia boba emoldurando um corpo sarado. Eles se despedem com um beijo demorado e escuto ela falar: "eu venho te visitar outra vez......com certeza...feliz ano novo, gato gostoso".
Vesti minhas roupas molhadas, agradeci ao homem por ter nos recebido, apertei sua mão e humilhado como um bom corno, abracei minha mulher querida saindo em direção ao carro.
No caminho para a nossa casa, eu queria falar muitas coisas, mas apenas consegui dizer: "obrigado, amor. Tu foste perfeita, como sempre...só não sei se vou querer passar por isto de novo...". Ao que ela respondeu: "meu bem, eu falei que quando aprendesse a gostar, não parava mais, lembra? Pois eu gostei....." E me beijou o rosto, deitando a cabeça sobre meu ombro.

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